As possibilidades para garantir a produção de alimentos seguros e nutritivos.
Alimentos considerados seguros podem se tornar inseguros devido à introdução de perigos durante a sua produção, processamento, armazenamento, transporte ou preparação final. Para alimentos derivados de animais, o perigo pode vir destas fontes citadas ou outras, incluindo o consumo de alimentos contaminados pelos animais de produção.
Entre os fabricantes de ingredientes e alimentos para animais, a conscientização em relação à segurança dos alimentos chegou a um patamar elevado e é inquestionável. Empresas idôneas e de boa reputação oferecem essa garantia que se aplica em todo o processo de fabricação, desde a seleção de matérias-primas até o produto acabado.
Para a produção de alimentos para animais, a BTA Aditivos oferece na divisão Agro, o formaldeído e os ácidos orgânicos que se destacam pela efetividade na ação e pelo custo-benefício. Em especial, a linha de ácidos orgânicos que tem uma ótima aceitação por não haver restrições em seu uso. Seu modo de ação ocorre por meio do bloqueio de síntese do microrganismo patogênico. “Nossas fórmulas são compostas por blends altamente sinérgicos, que proporcionam um modo de ação com boa atividade para bactérias gram positivas e negativas, fungos e vírus”, explica a Supervisora de Qualidade da BTA Aditivos, Jullia Jacques. Além disso, na divisão industrial, a BTA Aditivos desenvolveu desinfetantes validados pela Anvisa, o que garante a precisão de ação e segurança de uso.
Com o propósito de aumentar o controle de qualidade das soluções que oferece, a BTA tem buscado equipamentos de alto nível tecnológico, permitindo o controle e análise em tempo real de parâmetros imprescindíveis para o processo, também tem adquirido softwares que permitem integrar informações de qualidade e produção, garantindo elevada produtividade, qualidade dos produtos e agilidade nas informações. A empresa ainda aplicou o programa de Boas Práticas de Fabricação. “O mercado brasileiro teve uma significativa evolução no controle de qualidade de ingredientes destinados à indústria de rações, na última década. O Brasil, hoje considerado referência em biosseguridade, tem demonstrado compromisso com a qualidade de ingredientes, visto que o mercado interno também tem se tornado mais exigente em relação ao consumo”, avalia Jullia, acrescentando que o Ministério da Agricultura vem revisando legislações e implementando programa de autocontrole, modalidade que objetiva que o setor regulado tenha o compromisso de implantar, executar, monitorar, verificar e corrigir procedimentos de produção e distribuição de insumos agropecuários, alimentos e produtos de origem animal ou vegetal, garantindo sua inocuidade, identidade, qualidade e segurança.
A Supervisora de Qualidade da BTA Aditivos acrescenta que os controles devem contemplar toda cadeia produtiva e todas as etapas do processo, ou seja, desde a qualificação de fornecedores, a fabricação e processamento até a entrega e consumo do produto acabado. “Destaco, ainda, que o controle da contaminação cruzada de origem física, química e microbiológica é vital para as indústrias garantirem a segurança dos alimentos. Sabe-se que o ambiente pode ser fonte de contaminação e a utilização de produtos que auxiliem nos controles microbiológicos são indispensáveis. Para esta finalidade, a utilização de soluções que oferecemos em nosso portfólio como antissalmonelas, conservantes, antioxidantes e adequada higienização do local são fundamentais”, reforça.
Na busca pela excelência na segurança dos alimentos, a BTA Aditivos investiu não só nas certificações que visam a padronização de processos, tais como, ISO 9001 e Boas Práticas de Fabricação, mas também tem realizado investimentos em tecnologias como a microencapsulação de ativos e a utilização de moléculas naturais, como os óleos essenciais, promovendo a segurança dos alimentos e minimizando o consumo de medicamentos na cadeia produtiva. Também tem sido realizados investimentos em estruturas e equipamentos modernos, que apresentam maior controle dos processos, e em laboratórios com tecnologia de ponta para monitoramento dos produtos e matérias-primas.
Empresa de biotecnologia que desenvolve e produz aditivos naturais para a saúde e nutrição animal, a Yessinergy do Brasil, possui produtos, serviços e programas que mitigam a nocividade de agentes agressores aos animais. Dentre as linhas de produtos e programas disponibilizados estão: adsorventes de micotoxinas – quando adicionados às rações ligam-se às micotoxinas, tornando-as moléculas maiores, impedindo sua absorção, minimizando sua nocividade. “Um serviço que também oferecemos aos clientes que fazem uso dos adsorventes de micotoxinas é a predição de micotoxinas via espectroscopia no infravermelho próximo (NIRs) para gerenciamento micotoxicológico em milho. Esta metodologia permite a tomada de decisão rápida, pois a partir do momento que o laboratório recebe o espectro, em aproximadamente 3 horas há a emissão de um laudo da concentração das 6 principais micotoxinas presentes no milho e seu grau de risco, por espécie e fase de vida. Esta metodologia de monitoramento micotoxicológico é prática, precisa, rápida, universal e não destrutiva”, explica Carlos Ronchi, Diretor Técnico Global da Yessinergy do Brasil.
As outras soluções disponibilizadas pela empresa são os anmanoligossacarídeos (MOS) – carboidratos derivados da parede celular externa da levedura Saccharomyces cerevisiae que têm a capacidade de aglutinar enterobactérias gram-negativas fimbrias Tipo 1 como Salmonelas e E. coli, evitando a colonização no intestino; e os fitogênicos – substâncias bioativas derivadas de plantas como óleos essenciais (OEs) e extratos vegetais e quando adicionados a rações podem ter efeito antioxidante, antimicrobiano, anti-inflamatório, antisséptica, imunomodulador, entre outros.
De acordo com o Gerente de QSMS da Yessinergy do Brasil, Alexandre Salomão, no mercado brasileiro, a segurança dos alimentos tem avançado, impulsionada por regulamentações mais rígidas e maior conscientização. No entanto, em comparação com o padrão europeu, especialmente no setor de nutrição animal, há diferenças significativas. “O Brasil progride em normas e certificações, mas ainda há uma distância considerável em relação aos requisitos europeus. Isso representa um desafio para empresas como a Yes, que enfrentam dificuldades na aquisição de materiais certificados alinhados com as exigências mais rigorosas da União Europeia”.
A empresa tem feito constantes investimentos na área de qualidade e segurança dos alimentos. A obtenção das certificações FSSC 22.000, FAMIQS e GMP+ são reflexos desses investimentos, demonstrando o comprometimento contínuo da empresa em garantir a excelência na qualidade e segurança de seus produtos. “Além disso, estamos constantemente atualizando os nossos processos e tecnologias para nos mantermos alinhados com as melhores práticas do setor”, reforça Alexandre.
CONCEITO DE IMUNONUTRIÇÃO
A ICC Brazil oferece soluções naturais e sustentáveis à base de leveduras para nutrição, saúde, bem-estar e performance dos animais. São soluções baseadas no conceito de imunonutrição, ou seja, a capacidade do alimento em estimular o sistema imune, que por sua vez promove alterações fisiológicas, proporcionando maior resposta do organismo e, em maior velocidade, aos desafios no ciclo de produção. Desafios que são: bactérias patogênicas (como E. coli e Salmonella), melhoria nos programas vacinais, redução do uso de antibióticos, redução na contaminação de carcaças ao abate, entre outros. “Nesse sentido, nossas soluções atuam diretamente para oferecer ao consumidor final alimentos saudáveis, produzidos de modo sustentável, com menor inclusão de antibióticos, maior resiliência e menor contaminação”, pontua Sidmeire Oliveira, Gerente de Qualidade da ICC Brazil.
A empresa vem investindo anualmente mais de R$2 milhões em monitoramentos e controles dos lotes fabricados e nas matérias-primas adquiridas, trabalhando em parceria com laboratórios reconhecidos globalmente e certificados (ISO 17025 e GMP+). A ICC também tem investido em equipamentos como UPLC, espectrofotômetros e analisadores de proteína (LECO) para análises de nucleotídeos, digestibilidade e carboidratos funcionais (MOS e Glucanas) e em andamento tem a implantação de uma série de análises por NIR para agilizar a produção e o atendimento de clientes. “Em nossos dois laboratórios temos modernos equipamentos para atender as análises físico-químicas, microbiológicas e sensoriais das nossas soluções, visando atender todos os parâmetros com excelência de qualidade e segurança”, ressalta Sidmeire.
Na análise da Gerente de Qualidade da ICC Brazil, o MAPA e a ANVISA são muito atuantes no Brasil, além disso as empresas de referência têm trazido altos padrões para o mercado nacional, fazendo que a segurança dos alimentos cresça e saía do básico do BPF, fazendo que as empresas desenvolvam o food safety, food fraude e food defense. “Entretanto, ainda há muito a ser feito para que o Brasil chegue na excelência. Precisamos, por exemplo, de normas que apoiem limites de contaminantes”, avalia Sidmeire.
CONTROLE DE QUALIDADE DIGITAL
Com o objetivo de proporcionar um controle preciso, com zero desperdícios ao longo de todo o ciclo produtivo, a AGPR5 disponibiliza o GEMBA MES, uma solução abrangente para automação de processos industriais e o MES – Sistema de Execução da Manufatura. Desta maneira há um controle desde a seleção e roteamento da matéria-prima na entrada, via portaria/balança rodoviária, até o controle de estoque que gerencia os prazos de validade das matérias-primas ensacadas, abrangendo todas as etapas da industrialização do produto. Isso culmina no controle de estoque do produto acabado ou expedição a granel. Um diferencial apontado nas soluções é a implementação de “Rastreabilidade Online e 100% Digital”, garantindo uma segurança robusta tanto no processo industrial quanto na segurança dos alimentos. Todas as passagens e transições dos ingredientes pela fábrica são completamente rastreáveis. “Além disso, valorizamos as integrações com outros softwares e máquinas. A rastreabilidade que oferecemos é resultado de um processo totalmente automatizado, desde o recebimento até a expedição. Ou seja, todos os dados são coletados automaticamente, eliminando qualquer entrada manual e garantindo precisão ao longo da cadeia produtiva”, reforça Álvaro Ghedin, CEO e fundador da AGPR5.
Neste ano, para o Controle de Qualidade foi lançado o GEMBA BPF, um software que está na nuvem e realiza a coleta manual dos dados do chão de fábrica. Se trata de um software “no code”, ou seja, sem a necessidade de codificação. Funciona como um processador de texto (word), permitindo que o próprio gestor digitalize os Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) existentes no BPF (que atualmente é em formato papel, word e excel), sem qualquer tipo de complicação. “Ao longo dos anos, enfrentamos desafios consideráveis em nossos processos regulatórios e a quantidade de documentos físicos tem sido uma barreira significativa para a eficiência e inovação nas operações. Além disso, o Ministério da Agricultura tem um projeto de digitalização dos programas de autocontrole, o SDA Digital e, em breve, toda a cadeia produtiva terá um prazo para se adequar”, alerta Álvaro.
O executivo da AGPR5 aponta cinco motivos para que se considere a eliminação da burocracia da papelada nos processos: 1) redução de custos – a transição para processos digitais reduz significativamente os custos associados à impressão, armazenamento e gerenciamento de documentos físicos; 2) agilidade dos processos – a mudança para sistemas digitais agiliza a aprovação de documentos, reduz prazos e aumenta a flexibilidade; 3) segurança dos dados – no cenário atual, a proteção das informações é crucial, os dados são protegidos de várias maneiras e todas as vias são originais, com assinatura eletrônica; 4) liberação de espaço físico – a eliminação da papelada reduz os custos relacionados ao espaço físico e permite uma utilização mais eficiente; 5) consciência ambiental – ao abandonar o papel há uma contribuição para a preservação do meio ambiente. “Avançamos significativamente no aprimoramento do controle de qualidade nos últimos anos. Contudo, agora é o momento de incorporar um acelerador tecnológico: a digitalização. Essas informações devem ser acessíveis de forma online, segura e transparente a todos os usuários e gestores. Estamos em um momento crucial de transformação digital e a indústria de alimentos não pode ficar para trás. Vamos liderar essa mudança e construir um futuro mais inteligente, ágil e responsável”, declara Álvaro.
AUTOMATIZAÇÃO DO PROCESSO DE ENSACAMENTO E PALETIZAÇÃO
Segundo André Luís Domingos, engenheiro mecatrônico e de vendas da Haver & Boecker Latinoamericana, o mercado está atento às melhorias e à manutenção da qualidade do produto que chega às prateleiras, desta forma, pensar em um melhor e confiável ensacamento, que valorize o alimento, faz total sentido e vai ao encontro do propósito da empresa que tem fornecido ao mercado um novo conceito de ensacamento. “Nossos engenheiros, em conjunto com os fabricantes de embalagens, desenvolveram uma solução de ensacamento que diminui em média 15% das dimensões da embalagem – refletindo diretamente na economia de plástico -, dobrando a velocidade de produção dos sistemas atuais; retira o ar da embalagem sem microfuros ou válvulas e, ainda, é mais compacta o que significa ocupa menos espaço na fábrica”.
O sistema de ensacamento da Haver & Boecker trabalha com uma bobina tubular fechada 4 soldas, que pode ser usada para qualquer espessura ou estrutura. Por meio de um sistema totalmente automático, a ensacadeira corta a parte inferior desta bobina, solda, resfria imediatamente esta solda, realiza o ensacamento da ração, retira o ar da embalagem, limpa as bordas, solda a parte superior e entrega a embalagem pronta. Todo este processo a velocidades que podem chegar a 2.500 sacos/hora (42 sacos/minuto), em formatos de 5kg a 50kg. “Ao automatizar o processo de ensacamento e paletização, evita-se o contato do alimento com o meio e o contato manual, além disso, ao retirar o ar da embalagem no momento do ensacamento, a embalagem fica mais fácil de ser manipulada e há uma melhora na paletização, sem contar o aumento do shelf life, já que não se forma uma bolsa cheia de ar em contato com o alimento. Tem também a questão da selagem precisa, forte e confiável que não dá chance de abertura da embalagem, seja durante o transporte, seja no armazenamento ou no PDV. São pontos que indiscutivelmente melhoram, e muito, a qualidade do alimento”.
A Haver & Boecker investe constantemente, não somente em equipamentos, mas na solução completa. Exemplo disso é o seu laboratório para testes de produtos e embalagens, em Monte Mor (SP). Neste laboratório são realizados testes de ensacamento com qualquer tipo de embalagem, os fornecedores podem avaliar as suas embalagens e os fornecedores de rações podem enviar o seu produto para que seja verificado o seu comportamento no momento do ensacamento quanto ao escoamento, dificuldades de manuseio, densidades reais e aparentes, granulometria, possíveis agarramentos etc. “Neste laboratório desenvolvemos um ecossistema completo para apresentar ao cliente a análise detalhada da melhor forma de embalar seu produto, por meio de um relatório elaborado por nossa equipe técnica”, explica André.
DE SOLUÇÕES PRONTAS A PERSONALIZADAS
A Tectron possui um amplo portfólio de ingredientes especiais para atender ao mercado, focado em: melhorar a longevidade (óleos marinhos ricos em ômegas), reduzir o custo da fórmula (enzimas exógenas termoestáveis), ampliar o portfólio de sabores oferecidos ao mercado (farinha de salmão, atum e outros pescados), apoio ao alimento hipoalergênico (farinha de cordeiro) e redução de odor em fezes (Yuccas). Também participa da cocriação de ingredientes especiais para atender as necessidades específicas dos clientes. “Se a empresa possui alguma determinada necessidade em termos de nutrição animal, a Tectron busca, desenvolve e garante a qualidade desta solução”, acrescenta Daniel Pigatto Monteiro, Diretor-Presidente da Tectron.
Desde o início de suas atividades, a Tectron tem como premissa auditar 100% dos seus fornecedores e faz parte da rotina da equipe responsável pela gestão da qualidade na empresa fazer um constante monitoramento. Além de possuir e manter as certificações IN4, IN65, BPF e HACCP, a companhia modernizou seu laboratório por meio das tecnologias de UHPLC para análises de vitaminas, minerais e princípios ativos essenciais para fabricação de seus aditivos; também conta com câmaras climáticas para estabilidade de curta e longa duração; análises de recuperações enzimáticas em premixes e alimentos; faz monitoria do conteúdo de saponinas em alimentos; qualidade de mistura e oferta mais de 80 análises que asseguram a qualidade dos ingredientes e dos alimentos de empresas parceiras e clientes. “A segurança dos alimentos desenvolvidos no mercado brasileiro evolui a cada dia e nos permite atender o cliente nacional e competir em nível global, oferecendo soluções nutricionais fabricadas no Brasil”, finaliza Daniel.
Por Lia Freire
PUBLICAÇÃO EXCLUSIVA DA REVISTA INGREDIENTES E NUTRIENTES – NUTRIÇÃO ANIMAL.
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