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Companhias inseparáveis para muitos, cães e gatos tiveram suas histórias de domesticação de formas e períodos distintos. A história mostra que os cachorros (que descendem do lobo cinzento, o Canis lupus familiaris) iniciaram esse processo bem antes que os felinos, há cerca de 30 000 anos. A domesticação dos gatos (que descendem do gato selvagem africano, o Felis silvestres lybica), por sua vez, ocorreu bem mais recentemente, há cerca de 10 000 anos. Enquanto os cães passaram a viver juntos dos humanos porque podiam auxiliar em tarefas como caça e proteção, os gatos se aproximaram deles por interesse em presas, como roedores.

Pé na estrada com o “companheiro”: planejamento é fundamental para evitar surpresas (Peter Cade/Getty Images)

Ao longo dos séculos, essa relação com os animais domesticados se intensificou e, para muitos, é uma companhia inseparável. Hoje, só no Brasil, estima-se que existam 168 milhões de pets – fazendo do país a terceira maior nação nesse quesito, só atrás dos Estados Unidos e da China. Adaptados à rotina de seus lares e tutores, o que fazer com esses verdadeiros companheiros em períodos de férias ou em feriados prolongados, como o Carnaval, nos quais a família toda decide viajar? Levar ou não levar o pet junto?

Viagem aérea com o animal de estimação: as exigências e as caixas de transporte podem variar de acordo com a companhia
Viagem aérea com o animal de estimação: as exigências e as caixas de transporte podem variar de acordo com a companhia (Kryssia Campos/Getty Images)

A decisão depende de caso a caso, mas o planejamento e a adoção de cuidados especiais antes, durante e após a viagem são essenciais. “Cada pet possui necessidades individuais. A consulta veterinária é fundamental para identificar possíveis riscos, orientar sobre medicamentos para enjoo ou controle do estresse e assegurar que a viagem ocorra de forma segura”, explica Katiani Silva Venturini, coordenadora do Centro de Pesquisas da empresa Special Dog Company. “Ambientes novos exigem atenção redobrada. A adaptação deve ser gradual, sempre priorizando a segurança e o bem-estar do animal”, completa Venturini.

Adaptação ao novo: importante supervisionar seu pet nos primeiros momentos
Adaptação ao novo: importante supervisionar seu pet nos primeiros momentos (Adene Sanchez/Getty Images)
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Para auxiliar os tutores na hora das férias, a coluna, em parceria com a Special Dog Company (com mais de 20 anos de experiência em nutrição de pets), selecionou sete dicas importantes para quem planeja pôr o pé na estrada e planeja levar seu companheiro junto. São cuidados essenciais com saúde, transporte, alimentação e adaptação ao destino. Confira a seguir:

 

Atenção à saúde

Antes de qualquer viagem, é imprescindível avaliar se o animal está saudável e apto a qualquer mudança de rotina. A dica é agendar uma consulta veterinária com antecedência para uma avaliação clínica, atualização do calendário vacinal, vermifugação e aplicação de produtos contra pulgas e carrapatos, caso seja necessário. Essas medidas reduzem significativamente o risco de doenças de pele, parasitoses e enfermidades transmitidas por vetores. E, claro, garantem uma temporada de férias na companhia de seu pet muito mais tranquila.

Planejamento

Além dos cuidados com a saúde, a organização logística é determinante para evitar surpresas desagradáveis. O tutor deve verificar as regras do meio de transporte escolhido, optar por hospedagens pet friendly e garantir que o animal também esteja habituado aos acessórios que serão utilizados, como caixas de transporte, coleiras ou peitorais. Isso garante uma viagem mais tranquila para os tutores e mais confortável para os pets. A identificação é outro item indispensável: microchip ou plaquinhas com informações de contato facilitam a localização do seu bichinho em caso de fuga.

Regras de transporte

Nas viagens rodoviárias, é exigido atestado de saúde veterinário emitido em até dez dias antes do embarque, além da carteira de vacinação atualizada, especialmente a vacina antirrábica. No transporte aéreo, as exigências variam conforme a companhia aérea, incluindo padrões para caixas de transporte e formulários específicos. Já em viagens internacionais, é obrigatório o Certificado Veterinário Internacional (CVI), emitido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, conforme as normas sanitárias do país de destino. O recomendado é organizar essa parte com antecedência para evitar qualquer eventual correria de última hora.

Dê preferência ao automóvel

Quando possível, o carro é considerado o meio de transporte mais confortável e seguro para trajetos longos, pois permite controle da temperatura e realização de paradas regulares. O ideal é interromper o percurso a cada duas ou três horas para que o seu pet possa se hidratar, alongar-se e realizar suas necessidades. Cães de pequeno porte e gatos devem ser transportados em caixas rígidas e ventiladas, enquanto cães maiores precisam utilizar cinto de segurança preso ao peitoral, nunca à coleira.

A alimentação no trajeto

Durante o percurso, a alimentação deve ser controlada. Recomenda-se evitar refeições volumosas antes da viagem e manter um jejum de aproximadamente quatro horas, reduzindo o risco de náuseas. A hidratação deve ser frequente, especialmente em dias quentes, e itens familiares, como mantas e brinquedinhos, ajudam a proporcionar conforto emocional e reduzir o estresse do animal ao longo do trajeto.

Adaptação ao novo

Ao chegar ao destino, o ambiente desconhecido pode representar riscos, como fugas, acidentes domésticos e contato com agentes infecciosos. A orientação é supervisionar o pet nos primeiros momentos, manter a rotina alimentar, evitar o acesso a áreas perigosas e garantir locais seguros para descanso, com sombra e água fresca. Isso evita um estresse desnecessário e garante uma adaptação ao lugar com mais facilidade.

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 Levar ou não levar seu pet

Em alguns casos, no entanto, a melhor decisão pode ser não levar o seu pet na viagem. Animais idosos, com doenças crônicas, muito ansiosos ou sensíveis a mudanças podem sofrer muito com esse deslocamento. Destinos pouco adequados, viagens longas ou internacionais complexas e a ausência de estrutura apropriada também devem ser considerados. Nesses cenários, alternativas como pet sitters, familiares, hotéis especializados ou creches com supervisão adequada são opções mais seguras, desde que avaliadas previamente.

 

Com o olhar cultivado em redações há mais de 30 anos, convido você a viajar pelo mundo, por aqui. Nesse amplo e diversificado roteiro, cabem um destino encantador, uma suíte especial, uma experiência única, uma curiosidade do setor e tudo mais que possa instigar quem está de malas prontas ou sonha em pôr o pé na estrada. Siga também o perfil no Instagram @omundodesofia_cerqueira

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