Segundo o censo mais recente do Ministério do Meio Ambiente, em 2022 havia pelo menos 169 hipopótamos na região central, próxima ao Rio Magdalena. Se medidas de controle não forem adotadas, estima-se que, até 2035, a população aumentará para até 1.000 animais.

“Nós temos que agir para reduzir a população de hipopótamos. Essas ações são essenciais para proteger nossos ecossistemas e nossas espécies nativas”, disse Vélez a jornalistas, alertando que o crescimento populacional dos hipopótamos ameaça outras espécies como tartarugas de rio e peixes-boi, além contaminar a água.

Estratégia

O plano contará com um orçamento de 7,2 bilhões de pesos colombianos (cerca de R$ 10 milhões) e prevê duas ações principais: a transferência de animais para zoológicos e santuários no exterior e a eutanásia controlada. O objetivo é reduzir a população em pelo menos 33 indivíduos por ano. 

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Cada operação de eutanásia deve custar cerca de 50 milhões de pesos colombianos (aproximadamente R$ 70 mil), sem incluir despesas com o descarte dos corpos, informou a ministra em entrevista à Blu Radio. Os hipopótamos serão sacrificados por meio de injeção ou com o uso de um dardo disparado por rifle.

“Do ponto de vista científico, esta é uma ação necessária para reduzir a população”, disse Vélez sobre a decisão de realizar a eutanásia.

Apesar das negociações com países como Índia, México, Filipinas, Equador, Peru e África do Sul, até o momento não foram obtidas as autorizações necessárias para transferir alguns animais para zoológicos ou santuários nesses países. Segundo autoridades, fatores como os altos custos de transporte e a baixa diversidade genética — resultado da reprodução entre entre parentes — dificultam o processo.

Críticas

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A medida do Ministério do Meio Ambiente, no entanto, gerou críticas. A senadora Andrea Padilla, defensora dos direitos dos animais, classificou a medida como “simplista e cruel” e responsabilizou o Estado pela situação atual de descontrole.

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“Nunca apoiarei a matança de criaturas saudáveis; ainda mais quando, como neste caso, são vítimas da irresponsabilidade, negligência, indiferença e corrupção do Estado”, escreveu ela no X (antigo Twitter).

Os espécimes foram introduzidos na Colômbia na década de 1980 por Pablo Escobar, que mantinha um zoológico particular em sua fazenda. Após sua morte, em 1993, os animais foram abandonados e se espalharam pela região, formando a única manada de hipopótamos selvagens fora do continente africano.

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Desde 2022, os animais são classificados oficialmente como espécie exótica invasora no país latino-americano. Tentativas anteriores de controle, como castração química e abate seletivo, não foram bem-sucedidas em conter o crescimento do grupo.

CNN Noticias

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