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A Globo foi processada por duas ONGs ligadas à causa da proteção animal por conta da série documental Vida de Rodeio, exibida entre outubro e dezembro do ano passado no canal. Segundo a ação conjunta a que VEJA teve acesso, o Instituto Thaís Viotto e a Canto da Terra alegam que a produção exibida pela emissora omitiu as violências às quais os animais que participam de rodeios e vaquejadas são submetidos.

O processo corre na justiça de São Paulo e pede, entre outras coisas, que o canal inclua na produção manifestações das instituições — por meio de representantes e veterinários — sobre a causa animal e os rodeios, e que “a veiculação e venda de tal documentário, só posso ocorrer com a inclusão das referidas manifestações”. O documento também pede que, caso condenada, a emissora dê “espaço equivalente” ao do documentário para manifestação de especialistas, “garantindo igual oportunidade de exposição das informações jurídicas, técnicas e científicas disponíveis acerca da atividade rodeio”.

A ação alega que o programa romantiza o rodeio ao exibir “informações inverídicas sobre o “bom” tratamento dos animais” sem fazer “qualquer menção do contrário” ou citar os “danos ambientais por conta de maus tratos infringidos aos animais envolvidos, sofrimentos físicos e psicológicos que ocorrem antes, durante e depois das provas”. Para embasar as alegações, as instituições anexaram  imagens de maus tratos flagradas em rodeios e vaquejadas diversas e processos em que organizadores de eventos do tipo foram condenados na justiça.

Produzida pelo canal, Vida de Rodeio é uma parceria entre a equipe do Globo Rural e o núcleo de documentários da emissora. A série conta com oito episódios no total: o ponto de partida a edição 2024 da Festa do Peão de Barretos, realizada no interior de São Paulo. Já o encerramento se dá com imagens do circuito mundial de rodeio no estado do Texas, no sul dos Estados Unidos.

A Globo foi notificada sobre a ação nesta quinta, 22, e tem dez dias para apresentar sua defesa. VEJA procurou a emissora para obter um posicionamento, mas o canal não se manifestou sobre o caso até o momento.

CNN Noticias

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